Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Meus irmãos e minhas irmãs,
o Evangelho de hoje nos coloca diante de uma das perguntas mais importantes de toda a nossa vida cristã.
Jesus pergunta aos discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Ele não pergunta apenas o que aprendemos no catecismo. Não pergunta somente o que ouvimos falar dele. Jesus quer saber: quem sou Eu para você?
Pedro responde: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”
Esta resposta mudou a vida de Pedro. E precisa também mudar a nossa.
Porque não basta dizer: “Jesus é o Filho de Deus”, se depois Ele quase não participa de nossas escolhas, de nossa casa, de nosso trabalho, de nossas amizades e de nossa vida.
A verdadeira profissão de fé não acontece somente com os lábios. Acontece com a vida.
Quem diz que Jesus é o Cristo precisa perguntar: Senhor, como queres que eu viva? O que esperas de mim? Onde precisas de mim?
Na família, talvez Cristo esteja pedindo que eu seja mais paciente, que aprenda a escutar, que perdoe, que volte a rezar com aqueles que amo.
No trabalho, talvez esteja pedindo honestidade, responsabilidade, respeito e coragem para não entrar naquilo que sabemos que não é correto.
Entre os amigos, especialmente para nossos jovens, seguir Jesus significa também saber dizer não quando todo mundo diz sim; ter personalidade, valores, fé e consciência.
E aqui, na comunidade, Jesus também nos pergunta: o que você está fazendo com a fé que recebeu?
Não podemos ser apenas consumidores da Igreja: chegar, assistir à Missa, receber a Comunhão e ir embora.
Ser cristão é também sentir-se responsável pela Igreja.
Cada pessoa recebeu dons. Alguns podem servir na liturgia, outros na catequese, na caridade, na evangelização, na acolhida, na Pastoral da Educação, na Pastoral Familiar, no serviço aos enfermos, aos pobres, aos jovens. Há tantos caminhos.
Neste mês vocacional, recordamos especialmente a beleza da vocação dos leigos e leigas. A Igreja precisa de cristãos que vivam a fé dentro do mundo: na família, na escola, na universidade, na empresa, na política, na cultura, na sociedade.
Pedro era um homem simples, um pescador. Não era perfeito. Mais tarde ainda teria medo, cairia, negaria Jesus. Mas havia algo fundamental nele: deixou-se alcançar por Cristo e continuou caminhando com Ele.
E Jesus fez desse homem frágil uma pedra para sua Igreja.
Talvez esta seja também uma palavra de esperança para nós.
Deus não está procurando pessoas perfeitas. Deus procura corações disponíveis.
São Paulo hoje exclama: “Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus!”
Nem sempre compreenderemos os caminhos de Deus. Mas podemos confiar.
Por isso, talvez devamos sair desta Missa levando uma única pergunta no coração:
“Jesus, quem és Tu para mim?”
E depois acrescentar uma segunda:
“Se eu realmente creio que Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo, o que precisa mudar na minha vida?”
Na minha casa. No meu relacionamento. No meu trabalho. Nas minhas escolhas. Na minha comunidade.
Porque a fé que não chega à vida corre o risco de ficar apenas numa bonita declaração.
Mas quando a resposta de Pedro se torna também a nossa resposta — “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” — então começa uma vida nova.
E é essa vida que o Senhor espera de nós: uma fé professada com os lábios, celebrada na Eucaristia e testemunhada todos os dias.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
