SEMANA DE 25 A 31 DE JANEIRO

A essência dos Evangelhos da semana nos convida a refletir sobre o início da missão de Jesus como luz que irrompe nas trevas e o mistério do Reino de Deus, que se revela de forma paradoxal: pequeno, escondido, mas irresistivelmente crescente, exigindo de nós uma resposta generosa e fiel. 

No domingo, Mateus nos apresenta Jesus iniciando sua pregação na Galileia, região de sombras profetizada por Isaías, onde Ele proclama: “Arrependei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”, chama os primeiros discípulos para serem “pescadores de homens” e cura multidões, simbolizando a luz que dissipa a escuridão.

Essa luz não é para ser ocultada, como nos recorda Marcos nos dias seguintes: em uma parábola, Jesus compara o Reino a uma lâmpada colocada sob o alforje, afirmando que “nada há oculto que não venha a ser manifestado”.

Os Evangelhos aprofundam essa revelação através das parábolas do Reino: a do semeador, que mostra como a Palavra de Deus é recebida em corações variados — alguns estéreis pelo caminho, rochas ou espinhos das preocupações mundanas, mas fecundos na boa terra, rendendo fruto abundante; a semente que brota sozinha, noite e dia, ilustrando o crescimento misterioso e autônomo do Reino; e a semente de mostarda, minúscula, que se torna a maior das árvores, acolhendo aves em seus ramos. Jesus redefine até a família: “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Essa sequência nos leva a contemplar: Como estamos recebendo a luz de Cristo em nossa vida? O Reino não avança por força humana, mas pela graça divina, convidando-nos a deixar redes e barcos — nossas rotinas seguras —, a cultivar o coração como terra boa e a semear com confiança, mesmo quando os resultados parecem insignificantes.

Rolar para cima