PERMANECEI EM MIM

O silêncio que nos devolve ao essencial

Reflexão para a comunidade da Paróquia Sagrado Coração de Jesus

“Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós.” (Jo 15,4)

Nossa comunidade do Sagrado Coração de Jesus acaba de viver dias preciosos de retiro. Depois de uma experiência assim, existe sempre uma pergunta importante: o que fazemos agora com a graça que recebemos?

Um retiro não deveria terminar quando voltamos para casa. Se foi realmente encontro com Deus, alguma coisa dele precisa continuar dentro de nós. Uma palavra, uma decisão, um chamado, uma nova maneira de rezar, uma disposição diferente diante da vida. O retiro termina no calendário, mas seus frutos deveriam continuar amadurecendo no coração.

Talvez seja também bonito saber que aquilo que procuramos viver como comunidade — parar, silenciar, rezar, rever a vida, encontrar-nos pessoalmente com Jesus — faz parte igualmente da vida dos sacerdotes. Os padres também precisam fazer retiro.

A Igreja sabe muito bem que a vida de um sacerdote pode se tornar extremamente cheia. Missas, confissões, atendimento às pessoas, reuniões, administração, formação, preparação de homilias, visitas aos enfermos, problemas da comunidade, decisões pastorais. Há sempre alguma coisa para fazer.

Mas chega uma hora em que também o padre precisa parar. Precisa deixar por alguns dias aquilo que está fazendo para simplesmente estar com Jesus.

A vida cristã, e particularmente a vida sacerdotal, não pode ser sustentada apenas pelo fazer. Há uma diferença profunda entre fazer coisas para Deus e viver com Deus.

Na origem da vocação dos Apóstolos encontramos algo muito simples e muito profundo: Jesus os chamou primeiramente para que ficassem com Ele e depois os enviou em missão. Antes do envio, a permanência. Antes da atividade, a intimidade. Antes do fazer, o estar com Jesus.

É também o coração da palavra que acompanhou nosso retiro paroquial: “Permanecei em mim.” Não se trata de uma recomendação secundária de Jesus. É condição para que a vida cristã produza fruto. O ramo não produz vida separado da videira. Também nós podemos multiplicar atividades e, pouco a pouco, perder interiormente a fonte que dá sentido a tudo.

Por isso o retiro é tão importante. O retiro é uma parada para voltar ao essencial.

Durante alguns dias a pessoa pode dizer: “Agora não preciso resolver tudo. Agora não preciso organizar tudo. Agora não preciso responder a todos. Agora quero estar com Jesus.

E isso vale para o sacerdote e vale para qualquer cristão.

Fazer o balanço da vida

Uma imagem muito simples ajuda a compreender o retiro: fazer um balanço.

Quem administra uma empresa precisa parar e verificar como estão as coisas. Não basta continuar trabalhando. É necessário olhar os resultados, perceber o que está funcionando, identificar perdas e corrigir caminhos.

Na vida espiritual também precisamos fazer isso.

Podemos perguntar: Como estou diante de Deus? Como está minha oração? Como está minha relação com Jesus? Como estou tratando as pessoas? O que está ocupando meu coração? O que está me fazendo bem? O que está me afastando de Deus? Onde preciso recomeçar? Qual é realmente o lugar de Deus na minha vida?

Essas perguntas são importantes porque podemos continuar funcionando exteriormente e, interiormente, começar a enfraquecer. A pessoa continua trabalhando. Continua indo à Missa. Continua exercendo sua pastoral. Continua cumprindo compromissos. Mas alguma coisa dentro dela pode ter esfriado.

Por isso precisamos parar.

O retiro nos permite olhar nossa própria história diante de Deus: aquilo que vivemos, aquilo que aprendemos, nossas fidelidades, nossas dificuldades, feridas, escolhas, esperanças e também aquilo que precisa ser transformado. É como abrir novamente o filme de nossa vida e perguntar: “Senhor, como estou caminhando contigo?”

Nascer de novo

No Evangelho, encontramos um homem que também precisou fazer essa experiência. Seu nome era Nicodemos.

Era homem religioso, conhecedor da Lei, respeitado entre os judeus. Mesmo assim, algo dentro dele ainda buscava uma resposta. E Nicodemos procura Jesus durante a noite.

É uma cena belíssima: Jesus e Nicodemos, praticamente a sós. Ali não existe multidão. Não há espetáculo. Não há grandes discursos públicos. Há apenas um homem procurando Jesus.

E Jesus lhe diz: “É preciso nascer do alto.”

Nicodemos não entende. Como alguém já velho poderia nascer novamente? Jesus então lhe fala do nascimento “da água e do Espírito”.

Para nós cristãos, essa palavra nos conduz primeiramente ao Batismo. O Batismo é nosso nascimento para a vida nova em Cristo e não se repete. Mas a vida batismal precisa ser continuamente renovada.

Todos nós precisamos de conversão. Precisamos deixar morrer atitudes antigas para que apareçam atitudes novas. Precisamos deixar Deus renovar nossa maneira de amar, de pensar, de servir, de perdoar, de rezar.

Não importa nossa idade. Não importa há quantos anos estamos na Igreja. Não importa quanto conhecemos. Sempre existe alguma coisa que Cristo ainda pode renovar em nós.

Nicodemos era mestre em Israel e, mesmo assim, precisava continuar aprendendo. Isso também vale para nós. Podemos ensinar os outros e continuar sendo discípulos. Podemos falar sobre Deus e continuar precisando escutá-lo. Podemos levar pessoas até Jesus e continuar necessitando nós mesmos de voltar até Ele.

Nunca deixamos de ser discípulos.

Jesus é tudo

Há uma frase muito simples que resume profundamente a espiritualidade sacerdotal: “Jesus é tudo na vida do padre.”

Foi o testemunho deixado pelo Servo de Deus Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, primeiro bispo de Jundiaí, já próximo de sua morte. E poderíamos ampliar: Jesus é tudo para a vida cristã.

O grande jesuíta Padre Pedro Arrupe expressou algo semelhante: se Cristo fosse retirado de sua vida, tudo perderia o sentido.

Esta é uma pergunta que vale para todos nós: Se retirarmos Jesus de nossa vida, o que permanece?

Podem permanecer nossos títulos. Podem permanecer nossas atividades. Podem permanecer nossos compromissos. Podem permanecer nossas estruturas religiosas. Mas o centro desapareceu.

Por isso precisamos constantemente voltar a Cristo.

São Paulo diz: “Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.” (cf. Cl 2,3)

Cristo nunca se esgota. Podemos conhecê-lo há quarenta ou cinquenta anos e ainda assim continuar descobrindo-o. Quanto mais entramos no mistério de Jesus, mais percebemos que existe ainda muito mais.

Quanto mais cavamos, mais encontramos.

Por isso nenhum retiro deveria ser simplesmente a repetição de outro. Deus sempre pode nos mostrar uma coisa nova. Talvez não uma novidade intelectual. Talvez algo muito mais profundo: uma nova compreensão de nós mesmos diante dele.

O silêncio

Mas para que isso aconteça precisamos recuperar algo que o mundo atual está perdendo: o silêncio.

Temos enorme dificuldade de ficar em silêncio. Estamos acostumados com sons, informações, mensagens, imagens, notícias e conversas. Até quando estamos sozinhos, muitas vezes não estamos verdadeiramente em silêncio.

O celular está conosco. Podemos não estar falando com ninguém, mas nossa mente continua recebendo uma quantidade enorme de vozes.

O celular consegue romper o silêncio sem produzir nenhum som.

Por isso o silêncio precisa ser escolhido.

No retiro, fazer silêncio não significa desprezar a convivência ou fugir das pessoas. Significa simplesmente reconhecer: “Este tempo foi reservado para Deus.”

Teremos outros dias para conversar. Teremos outras ocasiões para resolver assuntos. Mas estes momentos são preciosos demais para que sejam preenchidos novamente com aquilo que já ocupa todos os outros dias.

O silêncio permite que uma palavra recebida não desapareça imediatamente. Escutamos uma meditação. Depois silenciamos. E a Palavra continua trabalhando dentro de nós.

Podemos dizer assim: o silêncio dá tempo à graça.

“Tira as sandálias”

Moisés nos oferece outra imagem extraordinária.

Ele vê a sarça ardendo sem se consumir. Aproxima-se. E Deus lhe diz: “Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é terra santa.” (cf. Ex 3,5)

Talvez todo retiro comece exatamente assim.

Tira as sandálias.

Deixa por alguns dias algumas preocupações. Deixa as pressas. Deixa a necessidade de controlar tudo. Deixa as respostas prontas. Entra diante de Deus desarmado.

Moisés então pergunta pelo Nome de Deus. E Deus responde: “Eu sou aquele que sou.” (Ex 3,14)

Nós, pessoas religiosas, corremos também um perigo: acostumar-nos com as coisas de Deus.

O sacerdote pode se acostumar com o altar. O ministro pode se acostumar com a Eucaristia. O leitor pode se acostumar com a Palavra. O agente de pastoral pode se acostumar com a igreja. E aquilo que deveria provocar reverência começa a parecer comum.

Por isso precisamos novamente escutar: “Tira as sandálias. Este lugar é santo.”

O silêncio pode nos devolver o assombro diante de Deus.

Deus não precisa gritar

O profeta Elias também fez uma experiência extraordinária. Esperava encontrar Deus em manifestações poderosas. Veio o vento. Veio o terremoto. Veio o fogo. Mas depois veio aquilo que a Escritura apresenta como uma brisa suave, um murmúrio delicado. E Elias percebe a presença de Deus.

Às vezes esperamos que Deus faça alguma coisa extraordinária. Queremos sentir muito. Queremos uma palavra espetacular. Queremos uma emoção intensa. Mas Deus pode simplesmente aproximar-se no silêncio.

Uma frase da Escritura. Uma lembrança. Uma paz. Uma inquietação. Uma pergunta. Uma decisão.

Deus não precisa gritar para chegar ao nosso coração.

Jesus também procurava o silêncio. Os Evangelhos mostram várias vezes que Ele se retirava para lugares desertos a fim de rezar. Antes de grandes decisões, procurava o Pai.

Se Jesus fazia isso, quanto mais nós precisamos fazê-lo.

Maria, mulher que guarda

Também Nossa Senhora nos ensina o silêncio.

São Lucas diz: “Maria guardava todas essas coisas, meditando-as em seu coração.” (Lc 2,19)

Maria não é silenciosa porque não tenha nada para dizer. Maria silencia porque sabe guardar. Recebe a Palavra. Medita. Conserva. Permite que a Palavra crie raízes.

Ela se tornou verdadeiramente casa de Deus. Antes que Cristo estivesse nos sacrários de nossas igrejas, esteve no ventre de Maria. Ela carregou em si a Palavra feita carne.

E existe aí uma bela proposta para nossa espiritualidade: fazer de nosso coração uma casa onde Deus possa permanecer.

Uma casa não tomada pelo barulho. Uma casa não dominada pela ansiedade. Uma casa onde existe espaço para Deus.

Há também Maria de Betânia. Enquanto Marta se preocupa com muitas coisas, Maria se senta aos pés de Jesus e escuta. Jesus não condena o serviço. Mas recorda: “Uma só coisa é necessária.” (cf. Lc 10,42)

Quantas vezes nós também somos Marta! Precisamos fazer. Organizar. Resolver. Produzir. Servir. Tudo isso pode ser necessário.

Mas não podemos esquecer Maria aos pés de Jesus.

Antes de servir Jesus, precisamos escutar Jesus.

Uma multidão em silêncio

Há experiências que mostram como o silêncio pode falar de Deus.

Nas Jornadas Mundiais da Juventude, muitas vezes impressiona ver multidões enormes de jovens que cantam, celebram e festejam e que, diante da Eucaristia, conseguem simplesmente ajoelhar-se.

Na Jornada do Rio de Janeiro, em 2013, uma das imagens inesquecíveis foi a multidão silenciosa diante do Santíssimo. Também em outras Jornadas isso aconteceu: jovens de culturas e línguas diferentes unidos por uma mesma atitude, ajoelhados diante de Jesus.

Não é necessário mandar calar quem realmente compreendeu diante de Quem está.

O silêncio nasce da presença.

Talvez isso nos ensine alguma coisa.

Nós sacerdotes que convidamos o povo à adoração precisamos adorar. Nós que ensinamos a oração precisamos rezar. Nós que dizemos que Jesus está presente precisamos permitir que essa presença ainda nos impressione.

E isso vale para todos os agentes pastorais.

Não basta ensinar o que é oração. É preciso tornar-se uma pessoa de oração.

Quando o testemunho fala

Nós precisamos da palavra. A Igreja precisa anunciar explicitamente o Evangelho. Somos chamados a falar de Jesus.

Mas existe também uma linguagem extremamente poderosa: o testemunho.

São Paulo VI dizia que o homem contemporâneo escuta mais facilmente as testemunhas do que os mestres; e, quando escuta os mestres, é porque eles também são testemunhas.

O testemunho muitas vezes é silencioso.

Uma maneira de celebrar. Uma maneira de tratar uma pessoa. Uma paciência. Uma reverência. Um pedido de perdão. Uma atitude de caridade. Uma forma de entrar numa igreja.

Tudo isso fala.

Recordo uma imagem simples na Praça da Sé.

No meio de todo o movimento daquela região, uma senhora japonesa passou diante da Catedral. Parou. Fez uma inclinação diante da igreja. E continuou seu caminho.

Não pregou. Não falou nada.

Mas aquele pequeno gesto dizia: “Aqui existe algo sagrado.”

Ela evangelizou silenciosamente.

Nossa vida também deveria fazer isso. As pessoas que convivem conosco deveriam conseguir perceber alguma coisa de Deus em nossa maneira de viver.

Talvez seja isso que os jovens, particularmente, procuram. Não apenas pessoas que conheçam a doutrina — embora conhecê-la seja necessário. Procuram testemunhas. Pessoas que, quando falam de Deus, dão a impressão de terem estado com Deus.

O retiro precisa aparecer depois

Por isso o retiro não termina quando saímos da casa de retiro. Ele precisa aparecer na vida.

Não precisamos voltar contando tudo aquilo que sentimos. O fruto aparece de outro modo.

Talvez com mais paciência. Mais capacidade de escuta. Mais oração. Menos necessidade de responder imediatamente. Mais delicadeza. Mais caridade. Mais consciência da presença de Deus. Uma maneira diferente de celebrar. Uma disponibilidade maior para servir.

É assim que saberemos se o retiro produziu frutos.

Nós, da comunidade do Sagrado Coração de Jesus, acabamos de viver nosso retiro. E agora nossos sacerdotes também vivem seus próprios momentos de retiro.

Isso deveria nos ensinar algo muito bonito: todos precisamos voltar à fonte.

Padres. Religiosos. Agentes de pastoral. Famílias. Jovens. Idosos.

Ninguém vive apenas da graça de ontem. A graça de Deus permanece fiel, mas nosso coração precisa voltar constantemente a ela.

Precisamos parar. Precisamos rever a vida. Precisamos fazer silêncio. Precisamos voltar aos pés de Jesus.

E aqui podemos retornar, com mais profundidade ainda, ao tema que acompanhou todo o nosso retiro:

“Permanecei em mim.”

Permanecer não é simplesmente conservar uma lembrança bonita daqueles dias. Permanecer é transformar a graça recebida em modo de viver.

Depois do retiro, permanecer em Jesus significa procurar novamente o silêncio no meio da semana. Significa reservar um tempo real para a oração. Significa não permitir que a atividade ocupe inteiramente o lugar da comunhão. Significa voltar ao Evangelho, à Eucaristia, à adoração, à reconciliação e à caridade concreta.

A Irmã Helena nos deixou uma palavra simples e exigente: “Para Deus, sempre o melhor. Não o resto, aquilo que sobra.”

Talvez agora possamos aplicá-la ao nosso tempo e ao nosso silêncio. Deus não pode receber somente os minutos que sobraram depois que todas as outras coisas já ocuparam o dia. Se Ele é realmente o centro, precisamos reservar para Ele algo que seja verdadeiramente nosso melhor: presença, atenção, silêncio, disponibilidade.

E Dom Marcelo nos recordou outra verdade decisiva para o caminho depois do retiro: “Que nunca deixemos a atividade ocupar o lugar da comunhão.”

Essa frase toca diretamente nossa vida pastoral.

Podemos sair do retiro muito animados e voltar imediatamente a fazer muitas coisas. Mas o fruto maior do retiro não será simplesmente fazer mais. Será fazer a partir de uma comunhão mais profunda com Cristo.

É aqui que o silêncio se torna uma consequência concreta do retiro.

Talvez não possamos fazer três dias de silêncio frequentemente. Mas podemos criar pequenos espaços de silêncio todos os dias.

Entrar um pouco antes na igreja.

Permanecer alguns minutos depois da Comunhão.

Desligar o celular durante a oração.

Abrir o Evangelho sem pressa.

Sentar diante do Santíssimo sem precisar preencher todo o tempo com palavras.

Perguntar: “Senhor, o que queres me dizer?”

E depois simplesmente permanecer.

Porque permanecer em Cristo também é aprender a não fugir imediatamente do silêncio em que Ele deseja nos encontrar.

Tudo isso ganha um significado ainda mais profundo quando pensamos na espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus.

Na última Ceia, São João aparece reclinado junto ao peito de Jesus. É uma das imagens mais bonitas de toda a espiritualidade cristã.

O discípulo está perto.

Não está correndo.

Não está organizando.

Não está ensinando.

Está junto ao Coração de Cristo.

Talvez esta seja a imagem que deveríamos guardar depois do nosso retiro.

Nós voltamos para nossas casas. Voltamos para o trabalho. Voltamos para as pastorais. Voltamos para as famílias, compromissos e preocupações.

Mas não precisamos nos afastar do Coração de Jesus.

O retiro nos ensinou novamente onde é nossa casa.

Nossa casa é permanecer nele.

Quando o barulho voltar, permaneçamos nele.

Quando o trabalho aumentar, permaneçamos nele.

Quando chegarem as dificuldades, permaneçamos nele.

Quando estivermos cansados, permaneçamos nele.

Quando experimentarmos alegria, permaneçamos nele.

Quando não soubermos o que fazer, permaneçamos nele.

E quando as palavras já não forem suficientes, façamos como o discípulo amado:

aproximemo-nos, reclinemos nossa vida junto ao Coração de Jesus e escutemos.

Talvez não escutemos uma voz.

Talvez não aconteça nada extraordinário.

Mas estaremos onde precisamos estar.

Junto dele.

No silêncio.

No Coração.

E então compreenderemos que o verdadeiro fruto do retiro não é simplesmente poder dizer:

“Eu fiz um retiro.”

O verdadeiro fruto é que, depois dele, nossa vida comece a dizer:

“Eu quero permanecer em Jesus.”

E que aqueles que convivem conosco, mesmo sem saber explicar como, possam perceber:

“Esta pessoa esteve com Jesus e continua permanecendo nele.”

Sagrado Coração de Jesus, ensina-nos a permanecer em Ti.  
Faze de nosso coração uma casa para tua presença.  
Dá-nos coragem para o silêncio e fidelidade à oração.  
Não permitas que nossas atividades ocupem o lugar da comunhão contigo.  
Que saibamos oferecer-te não o que sobra, mas o melhor de nós.  
E quando nos perdermos novamente no barulho da vida, chama-nos de volta ao teu Coração.

Permanecei em mim.

Talvez, depois de tudo o que vivemos, não precisemos de outra palavra.

Precisamos apenas aprender a vivê-la.

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