Celebramos no domingo passado a Ascensão do Senhor como o momento glorioso em que Jesus, após cumprir sua missão na Terra, sobe ao Céu à vista dos apóstolos (Atos 1,1-11). Ele não abandona seus discípulos, mas os prepara para uma nova etapa da missão. A Ascensão marca o início do tempo da Igreja: agora é a comunidade dos fiéis que deve continuar o anúncio do Evangelho.
Após a Ascensão, os apóstolos permanecem em Jerusalém, unidos em oração, aguardando o cumprimento da promessa de Jesus: o envio do Espírito Santo (Atos 1,12-14). É um tempo de esperança, silêncio e vigilância, onde os discípulos se preparam espiritualmente para a vinda do Paráclito, ainda com incertezas e emoções humanas, mas confiantes na palavra do Mestre.
Não podemos esquecer Maria, a Mãe de Jesus, está presente com os apóstolos nesse tempo de espera. Embora o texto bíblico não entre em detalhes sobre seus sentimentos, a tradição da Igreja a vê como modelo de fé e confiança, mesmo na ausência física de seu Filho. Ela representa a Igreja que aguarda o Espírito Santo em oração e silêncio, com o coração firme e maternal.
O ponto culminante da expectativa dos discípulos é a solenidade de Pentecostes, celebrada no próximo domingo. O Espírito Santo, o Paráclito prometido por Jesus, vem sobre os apóstolos como vento impetuoso e línguas de fogo ( Atos 2,1-11). Ele transforma os discípulos medrosos em missionários corajosos, dando início à evangelização do mundo. O Espírito é o Consolador, Guia e Força da Igreja. Sejamos estes discípulos, abracemos este tempo em que o saudoso Papa Francisco nos proporcionou e vamos anunciar a Boa Nova que é Jesus.
