IV DOMINGO DA PÁSCOA

Jesus, o Bom Pastor, nos chama pelo nome e nos conduz à vida em abundância


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Caros irmãos e irmãs,

Neste quarto Domingo da Páscoa, celebramos Jesus, o Bom Pastor. E o tema da nossa celebração nos ajuda a compreender bem a mensagem deste domingo: Jesus, o Bom Pastor, nos chama pelo nome e nos conduz à vida em abundância.

Isso é muito bonito e muito profundo. Jesus não nos trata como massa, como número, como multidão sem rosto. Ele nos conhece. Ele sabe quem somos. Conhece nossa história, nossas dores, nossas lutas, nossas quedas, nossas esperanças e também o desejo sincero que trazemos no coração de recomeçar.

O Bom Pastor chama pelo nome. E quando Deus chama pelo nome, Ele chama para perto, chama para a vida, chama para a conversão, chama para a missão. A voz de Jesus não humilha, não destrói, não confunde. A voz de Jesus orienta, cura, levanta e conduz.

Mas o Evangelho também nos alerta: existem vozes estranhas. Vozes que prometem felicidade, mas deixam vazio. Vozes que prometem liberdade, mas escravizam. Vozes que afastam da fé, da família, da Igreja, da Eucaristia e da vida em Deus.

Por isso, a pergunta deste domingo é muito séria: que voz eu tenho escutado?

A voz do Bom Pastor ou a voz do mundo?

A voz de Cristo ou a voz do egoísmo?

A voz do Evangelho ou a voz das facilidades que enfraquecem a alma?

Na primeira leitura, depois do anúncio de Pedro, o povo fica tocado no coração e pergunta: “Que devemos fazer?” Esta pergunta também precisa nascer em nós: Senhor,  o que eu preciso mudar? Onde preciso me converter? Em que parte da minha vida eu deixei de escutar a tua voz?

Jesus também diz: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.” Essa vida abundante não é apenas bem-estar,  sucesso ou ausência de problemas. É vida com Deus. É paz interior. É consciência reta. É coração reconciliado. É fé viva. É comunhão com a Igreja. É Eucaristia. É pertença à comunidade.

São João Maria Vianney dizia: “O sacerdócio é o amor do coração de Jesus.” Isso nos lembra que o Bom Pastor cuida do seu povo por amor. O verdadeiro pastor não conduz para si mesmo, mas para Cristo. Não domina, mas serve. Não explora, mas entrega a vida.

E o Papa Francisco nos recordava que o pastor precisa ter “cheiro de ovelha”. Isto é,  precisa estar próximo,  caminhar junto,  conhecer as dores do povo,  acolher,  orientar e consolar. Mas essa proximidade não é missão apenas dos padres. Toda comunidade cristã precisa aprender com o Bom Pastor a acolher, cuidar e conduzir os irmãos para Deus.

Por isso, nossa paróquia também é chamada a ser sinal do Bom Pastor: uma comunidade que acolhe, que escuta, que evangeliza, que forma, que visita, que reza, que serve e que não deixa ninguém se sentir sozinho.

Hoje, ao entregarmos nossas cartas de agradecimento a Jesus Bom Pastor,  entregamos mais do que palavras. Entregamos nossa vida, nossa história, nossas lágrimas,  nossa fé e nossa gratidão. Dizemos ao Senhor: obrigado, porque mesmo quando eu me afastei, o Senhor continuou me procurando.

Rezemos também pelas vocações. Que o Senhor nos dê santos sacerdotes,  famílias firmes na fé,  religiosos generosos, missionários corajosos e leigos comprometidos. A Igreja precisa de homens e mulheres que escutem a voz do Bom Pastor e ajudem outros a encontrar o caminho da vida.

Caros irmãos e irmãs,  deixemo-nos chamar pelo nome. Escutemos a voz de Jesus. Entremos por sua porta. Caminhemos com Ele.

Porque somente Cristo nos conhece por inteiro.

Somente Cristo nos ama até o fim.

Somente Cristo nos conduz à vida em abundância.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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