XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A
Mês Vocacional – Domingo dos Catequistas
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Meus irmãos e minhas irmãs,
a liturgia de hoje nos apresenta o caminho do verdadeiro discípulo: tomar a cruz e seguir Jesus. E uma pergunta pode acompanhar toda esta Missa: somos nós que seguimos Jesus ou queremos que Jesus siga os nossos projetos?
Pedro ama Jesus. Mas, quando ouve o anúncio da cruz, tenta mostrar ao Senhor outro caminho. Jesus então o corrige: “Vai para trás de mim.” É como se dissesse: “Pedro, volte ao lugar do discípulo. Não caminhe na minha frente. Venha atrás de mim.”
Também nós, tantas vezes, rezamos: “Senhor, abençoa aquilo que eu decidi”. Mas a oração do discípulo deveria ser outra: “Senhor, o que queres de mim? Por onde queres que eu caminhe?”
É aqui que o Evangelho encontra de maneira muito bonita o Mês Vocacional. A vocação nasce da escuta: deixar que Deus nos encontre, nos chame e nos mostre onde a nossa vida pode tornar-se testemunho e missão.
Jeremias viveu isso profundamente: “Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir.” Ele sofreu, foi incompreendido e chegou a pensar em desistir. Mas a Palavra ardia dentro dele. Vocação não é apenas fazer alguma coisa para Deus; é deixar-se encontrar por Deus e permitir que esse encontro transforme a nossa vida.
Hoje recordamos especialmente os nossos catequistas. Catequizar não é simplesmente transmitir conhecimentos. É ajudar crianças, jovens e adultos a encontrar Jesus e aprender a segui-lo. O catequista anuncia a fé também com o testemunho da própria vida.
Por isso, queridos catequistas, muito obrigado. Obrigado pelo tempo, pela paciência, pela perseverança e pelo amor. O serviço de vocês ajuda outras pessoas a descobrir que Deus também as chama.
Mas esta Palavra é para todos nós. Cada batizado precisa perguntar: “Senhor, onde queres que eu coloque a minha vida a serviço?”
E então compreendemos a cruz. Jesus não nos manda procurar sofrimento. O cristianismo não é amor ao sofrimento; é amor a Cristo. Mas existem fidelidades que custam, amores que exigem renúncia e serviços que pedem perseverança.
Por isso Jesus diz: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.” O verdadeiro discípulo não coloca Jesus atrás de seus interesses; coloca os próprios passos atrás dos passos de Jesus.
Levemos desta Missa uma oração simples: “Senhor, ensina-me a caminhar atrás de Ti. Mostra-me a minha vocação e dá-me coragem para vivê-la.”
Porque quem toma a sua cruz e segue Cristo não perde a vida: encontra, nele, o verdadeiro sentido de vivê-la.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
